Zulu de Arrebatá
Zulu de Arrebatá, tem na marca do seu som o suingue, a ginga,
a leveza da música que chega pra enlevar o humano em nós. Há sempre uma luz,
uma beleza, uma riqueza do existir na sua música brasileira com influências
muitas do soul music, do dance, do funk enquanto batida. Mas não o funk atual
dos anos agora, e sim aquele funk vida, pulsação das origens do funk music.
Pois assim é como me soa o som das músicas deste compositor que algumas vezes
recorre a parceiros para “letrar” seu som. Ao mesmo tempo que nos leva a “dançar”
ao ouvi-lo, provoca-nos também a refletir sobre o humano em nós. Vem agora
vindo neste 2019, com seu álbum “Cenas de Cinema”, mesma pegada do álbum
anterior “Amor Urbano”. Onde a clareira do som com naipes de metais, bateria,
baixo tudo que um bom estúdio de gravação nos proporciona, é um lenitivo para
os dias sombrios que vivemos. Sou suspeito para falar desse brother, e lhe convido,
leitor deste, a ouvir aquilo que a rádios deixaram de tocar. Zulu de Arrebatá é
muito persona, e muito singular e sabe que lá na frente, quando estiver tocando
em qualquer ambiente vai fazer a galera dançar até suar a camisa, pode crer.
Salve, digo: ouçamos um black man brasileiro chamado Zulu e com certeza vai ser
de Arrebatá.

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